terça-feira, 29 de maio de 2012

Deputado Raimundo Macedo prestigia homenagem ao radialista Fco. Silva - Foguinho

Dep.licenciado Raimundo Macedo(PMDB) e o radialista esportivo homenageado Fco Silva - O Foguinho

O deputado federal Raimundo Macedo(PMDB) não só prestigiou como entregou placa de honra ao mérito ao radialista Francisco de Assis Silva, o Foguinho, por sua escolha como o cronista esportivo em atividade com o melhor curriculum da crônica esportiva brasileira. O anúncio dessa escolha por meio de pesquisa entre 12.618 associados foi feito pela ABRACE (Associação Brasileira dos Cronistas Esportivos) e comunicada pelo seu presidente Aderson Maia Nogueira.

A homenagem teve lugar no Restaurante La Favorita em Juazeiro do Norte no último dia 28 , reunindo empresários, profissionais liberais, radialistas e familiares daquele profissional de imprensa. Para Raimundão, Foguinho não só divulgou como promoveu o esporte juazeirense por força do seu trabalho mesmo quando esteve distante da cidade trabalhando em outros centros. São 53 anos de rádio e 48 dedicados ao rádio esportivo contabilizando, inclusive, a cobertura das Copas do Mundo da Espanha (1982), México (1986), Itália (1990), Estados Unidos (1994), França (1998), Alemanha (2006) e África do Sul (2010).

Fonte: imprensa.juazeiro@bol.com.br
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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Atores de 'Ana Raio'... que já morreram


Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão

Carlos Drummond De Andade


Luiz Maçãs (Armando Rosas)
(São Paulo em 21/05/1963 - Rio de Janeiro em 27/07/1996).

Luiz Maçãs morreu, aos 32 anos, de causas não esclarecidas pela família. Sabe-se que o ator havia realizado um regime para perder mais de 20 quilos e estava com depressão.

Xandó Batista (Seu Jesus)
(São Paulo em 1920 - Rio de Janeiro em 1992).



Não há registros da causa, nem do dia correto de sua morte, só se sabe, que pouco tempo depois do fim das gravações de Ana Raio e Zé Trovão (em Outubro/1992), o ator faleceu aos 72 anos

Riva Nimitz (Madre Beatriz)
(São Paulo em 28/12/1936 – São Paulo em 09/10/1993).



A atriz faleceu aos 57 anos de problemas no coração.

Maurício do Valle (Cabeção)
(Rio de Janeiro, 1 de março de 1928 — Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1994)

Morreu no Rio de Janeiro em 7 de outubro de 1994, vítima de diabetes e complicações cardíacas.

Miguel Magno (Billy)
(São Paulo, 28 de março de 1951 — São Paulo, 17 de agosto de 2009)
O ator morreu no dia 17 de agosto de 2009, em decorrência de um câncer generalizado, aos 58 anos de idade.

Luís Armando Queiróz (Rodrigo)
(Recife, Pernambuco em 1946 – Rio de Janeiro em 16/05/1999).
O ator morreu aos 52 anos, vítima de câncer, na Clínica São Vicente, após passar dois meses internado. Segundo o boletim divulgado pela direção do hospital, houve "falência múltipla dos órgãos, em conseqüência da quimioterapia a que vinha se submetendo para tratamento de um linfoma".


Renata Fronzi (Esposa de Lamberto Bérgamo)
(Santa Fé, Argentina em 01/08/1925 - Rio de Janeiro em 15/04/2008).
Renata Fronzi morreu no dia 15 de abril de 2008, aos 82 anos, de falência múltipla dos órgãos em decorrência de diabetes. Ela estava internada desde 10 de março de 2008 na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Luís de Lima (Pérsius Bulhões)
(Lisboa, Portugal em 27/07/1925 - Rio de Janeiro em 27/08/2002).
Luís de Lima faleceu aos 77 anos, em decorrência de uma infecção pulmonar. Era pai do ator e músico Luís Felipe de Lima.

Invirg São Paulo (Minho)
(Feira de Santana, Bahia, em 26/10/1964 - Rio de Janeiro, 10/08/2006).
Irving São Paulo morreu de falência múltipla dos órgãos, no Rio de Janeiro, em 10 de agosto de 2006, aos 41 anos de idade.

Ele estava internado desde 31 de julho no CTI do Hospital Copa D'or, com quadro de pancreatite necro-hemorrágica. O ator chegou ao hospital já com um quadro avançado de inflamação do pâncreas. Segundo a assessoria, ele chegou a ser submetido a algumas cirurgias, mas não resistiu.

Maria Sílvia (Fifi)
(São Paulo, 16/02/1944 - Rio de Janeiro, 26/07/2009).

A atriz Maria Sílvia morreu, aos 65 anos, no dia 26 de julho de 2009. No início do ano, a paulistana descobriu um câncer no pulmão, mas perdeu a batalha contra a doença. O velório e o enterro aconteceram no dia seguinte, no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Hélio Souto (Prefeito Bruno)
(Rio de Janeiro, 25/03/1929 - Atibaia, São Paulo em 05/10/2001).
Hélio Souto morreu de infarto, em seu sítio na cidade de Atibaia, no dia 05 de outubro de 2001.


Yara Lins (Mãe Candinha)
(Frutal, Minas Gerais em 26/02/1930 — São Paulo em 29/06/2004).
Faleceu aos 74 anos, devido a problemas relacionados à insuficiência respiratória. Ela tinha câncer e estava internada no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.


Renato Consorte (Comendador)
(São Paulo, 27 de outubro de 1924 — São Paulo, 26 de janeiro de 2009)
Faleceu aos 84 anos, vítima de um câncer de próstata. O ator faria 50 anos de casado no dia seguinte à sua morte.

Guilherme Corrêa (Gaudêncio Flores)
(Quaraí, Rio Grande do Sul em 29/10/1930 – Rio de Janeiro em 02/02/2006)

Guilherme Corrêa morreu aos 75 anos, no Rio de Janeiro, vítima de enfarte do miocárdio. Era casado com atriz Ana Rosa, com quem teve duas filhas e adotou outras duas.

Serafim Gonzalez (Klaus)
(Sertãozinho, São Paulo em 19/05/1934 - Santos, 29/04/2007).


Serafim Gonzalez morreu de insuficiência respiratória. Ele tinha 72 anos e estava em casa, em Santos, quando passou mal. O ator foi socorrido, mas não resistiu e morreu no hospital.

Lélia Abramo (Lúcia)
(São Paulo em 08/02/1911 - São Paulo em 08/04/2004).
Faleceu em 9 de abril de 2004, aos 93 anos, vítima de uma embolia pulmonar.


A todos esses artistas todo o nosso amor, admiração, saudades e gratidão por terem feito parte das nossas vidas de alguma maneira e ter dedicado as suas vidas para representarem outras, nos fazendo felizes e grandes.
Nossos merecidos aplausos para essa linda constelação !
Fonte: hipersessao.blogspot.com.br

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Os maiores mistérios da humanidade: Polêmica nos EUA

Um projeto de reforma na saúde nos EUA vem gerando polêmica em diversos lugares, já que para muitos essa “reforma” é considerada a marca da besta. De acordo com informações, foi aprovado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, a implantação de microchip a fim de fazer uma reforma na área da saúde.

Este microchip(foto) é um circuito micro-eletrônico, que possui um cógigo único, de até 16 dígitos, somente é possível vê-lo quando é “scaneado”.

“Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.” Apocalipse 13:17,18

A Relação entre Tecnologia e a Marca da Besta

Muitos têm feito as mais variadas hipóteses sobre a marca da besta. Alguns dizem que ela será como o código de barras utilizado para identificação universal de produtos. Outros imaginam que seja um chip implantado sob a pele, ou uma marca invisível que possa ser lida por um scanner. Contudo, essas conjeturas não estão de acordo com o que a Bíblia diz.

A marca da besta – 666 – não é a tecnologia do dinheiro virtual nem um dispositivo de biometria. A Bíblia afirma de forma precisa que ela será:

  • a marca do Anticristo, identificada com sua pessoa
  • o número 666, não uma representação
  • uma marca, como uma tatuagem
  • visível a olho nu
  • sobre a pele, e não dentro da pele
  • facilmente reconhecível, e não duvidosa
  • recebida de forma voluntária; portanto, as pessoas não serão ludibriadas para recebê-la involuntariamente
  • usada após o Arrebatamento, e não antes
  • usada na segunda metade da Tribulação
  • necessária para comprar e vender
  • recebida universalmente por todos os não-cristãos, mas rejeitada pelos cristãos
  • uma demonstração de adoração e lealdade ao Anticristo
  • promovida pelo falso profeta
  • uma opção que selará o destino de todos os que a receberem, levando-os ao castigo eterno no lago de fogo.

A marca da besta é uma opção que selará o destino de todos os que a receberem, levando-os ao castigo eterno no lago de fogo(ver fotos).

Talvez na história ou na Bíblia nenhum outro número tenha atraído tanto a atenção de cristãos e não-cristãos quanto o “666″. Até mesmo os que ignoram totalmente os planos de Deus para o futuro, conforme a revelação bíblica, sabem que esse número tem um significado importante. Escritores religiosos ou seculares, cineastas, artistas e críticos de arte fazem menção, exibem ou discorrem a respeito dele. Ele tem sido usado e abusado por evangélicos e por membros de todos os credos, tendo sido objeto de muita especulação inútil. Freqüentemente, pessoas que se dedicam com sinceridade ao estudo da profecia bíblica associam esse número à tecnologia disponível em sua época, com o intuito de demonstrar a relevância de sua interpretação. Mas, fazer isso é colocar “a carroça na frente dos bois”, pois a profecia e a Bíblia não ganham credibilidade ou legitimidade em função da cultura ou da tecnologia.

Conclusão:

O fato da sociedade do futuro não utilizar mais o dinheiro vivo será usado pelo Anticristo. Entretanto, seja qual for o meio de troca substituto, ele não será a marca do 666. A tecnologia disponível na época da ascensão do Anticristo será aplicada com propósitos malignos. Ela será empregada, juntamente com a marca, para controlar o comércio (como afirma Apocalipse 13.17). Sendo assim, é possível que se usem implantes de chips, tecnologias de escaneamento de imagens e biometria para implementar a sociedade amonetária do Anticristo, como um meio de implantar a política que impedirá qualquer pessoa de comprar ou vender se não tiver a marca da besta. O avanço da tecnologia é mais um dos aspectos que mostram que o cenário para a ascensão do Anticristo está sendo preparado. Maranata! (Thomas Ice – Pre-Trib Perspectives - Fonte: http://www.chamada.com.br
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terça-feira, 1 de maio de 2012

Aplicação da Ficha Limpa é principal preocupação de pré-candidatos

Pré-candidatos a prefeito e vereador de todo o Estado participaram nessa sexta-feira (27) de um seminário sobre legislação eleitoral promovido pela Câmara Municipal de Fortaleza em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O encontro teve como objetivo levar informações a diversos segmentos sobre as eleições deste ano. Ao longo dia, três temas foram debatidos no plenário da Casa: registro de candidatura, propaganda eleitoral e Ficha Limpa.
Para o presidente do TRE no Ceará, desembargador Ademar Mendes Bezerra, o principal aspecto do pleito de outubro será a aplicação da Lei da Ficha Limpa. “Nós vamos ter uma surpresa agradável com a Ficha Limpa”, disse. Ademar Mendes acredita que a nova lei por si só irá inibir os considerados “ficha suja” a postularem cargos eletivos neste ano. Ademar Mendes ressaltou, no entanto, que é o eleitor que tem a responsabilidade de eleger pessoas íntegras.
Uma das principais dúvidas dos presentes sobre a Lei da Ficha Limpa foi sobre as condenações dos Tribunais de Contas. O advogado Djalma Pinto, especialista em Direito Eleitoral, explicou que, nestes casos, estão inelegíveis todos aqueles condenados por “ato doloso de improbidade”. Sobre as chamadas atecnias, erros na prestação de contas, Djalma disse que o TRE, baseado nas evidências, tem autonomia para diferenciar se houve dolo ou não. “As meras atecnias não caracterizam a má fé e não causa inelegibilidade”, ele diz, “mas quando se utiliza, por exemplo, uma nota fria (na prestação de contas), caracteriza-se o dolo e a má fé, o que gera a inelegibilidade”.
Apesar de considerar que a Ficha Limpa representa um grande avanço para o País, Djalma Pinto classificou como uma “aberração” o fato de a lei não tornar inelegível aqueles condenados em primeira instância por crimes hediondos. Hoje, são inelegíveis apenas aqueles condenados por órgãos colegiados da Justiça.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Copa Aurora de futebol amador - 2012, um grande momento do esporte aurorense

Concluída com sucesso a 1ª rodada da COPA AURORA 2012

Partida de futebol no estádio municipal do bairro Araçá








Doze partidas ocorridas até este final de semana assinalaram a primeira rodada a Copa Aurora de futebol amador, incluindo o Campeonato Juvenil edição 2012.
A rodada de estréia da competição teve início na última quarta-feira(25) no estádio municipal do Araçá com duas movimentadas partidas: Matonense 0 x 3 Nova geração e São Benedito 5 x 0 Barcelona.
A Copa Aurora 2012 mais uma vez homenageia o desportista de saudosa memória Lêço Quezado, sendo que o ex-jogador Zé Grande recentemente falecido no RJ dá nome a taça da categoria principal. Já o Campeonato Juvenil(2ª divisão/2º quadro) que acontece na preliminar das partidas principais presta homenagem ao jogador igualmente falecido Fco. Claudinei(Caio de Mundinho); enquanto que a taça da segundona homenageia o ex-desportista José Ferreira Sales(Bocharra).
Na opinião do secretário José Cícero, foi uma rodada coberta de muito êxito. Marcada mais uma vez pela impecável organização, além de uma boa participação de torcedores e desportistas em ambos os campos. Como também com elogiada atuação da equipe de arbitragem, assim como de um elevado nível de futebol apresentado pela maioria das equipes. O que deixou a competição bastante disputada, tanto na categoria principal(1ª divisão), quanto na categoria juvenil.
Além de belíssimos troféus a gestão municipal oferecerá uma premiação em dinheiro das mais significativas, além dos destaques individuais, tais como: melhor goleira, artilheiro e melhor técnico(troféu) em ambas as categorias.
A Secretaria de Cultura e Esportes, está viabilizando as presenças dos familiares dos ex-atletas e deposrtistas homenageados durante a solenidade de premiação dos vencedores daqui a mais ou menos dois meses de competição. O prefeito Adailton Macedo por sua vez, vem dando total apoio para que o evento possa transcorrer a contento, enfatizou o chefe da Seculte.
Durante toda a 1ª fase da competição as partidas da modalidade juvenil ocorrerão no campo Virgílio Távora na Aurora Velha( 2ª divisão) e no estádio municipal do Araçá(principal) com as premilinares da segundona.
Resultados dos Jogos da 1ª Divisão

Real FC de Ingazeiras 2 X 1 Grossos (Grupo A)

Taboca FC 1 X 1 Canarinho/agrovila (Grupo C)

E.C. Sta. Vitória 2 X 0 Juventus do Tipi (Grupo C)

Resultados dos Jogos da 2ª Divisão

Esporte Cariri 4 X 0 Pavão FC (Grupo D) Estádio do Araçá

Martins EC 1 X 1 Canarinho Juvenil(agrovila) (Grupo A)- local: Aurora velha

Morro Dourado 3 X 0 Japão EC (Grupo B) - campo: Aurora velha

Cruzeiro do Angico 1 X 1 Iniciantes de Ingazeiras (Grupo A) Camo: Aurora velha

Tigres EC 2 X 1 Araçá EC (Grupo D) Estádio do Araçá

Furtuoso FC 0 X 2 Caiçara EC (Grupo B) Aurora velha

Grêmio Espinheiro 1 X 0 Monte Alegre(Grupo C) Aurora velha

Próximos Jogos:

1ª Divisão -

Dia 05/5 (Sábado)


18:00h - São Benedito X Atlético da Santa Maria (Grupo B)

Dia 06/5 (Domingo)

08:00h - Grossos X Martins EC (Grupo A)

15:45h - Canarinho(cachoeira) X E.C. Sta.Vitória (Grupo C)

18:00h - Juventus do Tipi X Taboca FC (Grupo C)

2ª Divisão -

*Dia 05/5 (Sábado)

14:45h - Nacional(araçá) X Martins EC (Grupo A) Estádio do Araçá

14:45h - Canarinho Juvenil(agrovila) X Cruzeiro do Angico (Grupo A) Aurora velha

16:00h - Independente X Morro Dourado (Grupo B) - Aurora Velha

*Dia 06/5 (Domingo)

08:00h - Caiçara EC X Japão EC (Grupo B) Aurora Velha

14;45h – Monte Alegre X Matonense (Grupo C) Estádio do Araçá

14:45h - Nova Geração X Grêmio Espinheiro (Grupo C) Aurora Velha

16:00h - Pavão FC X Tigres EC (Grupo D) Aurora Velha.

Confira classificação geral no site Aurora: www.aurora.ce.gov.br

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Da Redação do Blog da Aurora
Fotos: Adriano de Sousa Anão/arquivo.
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Confira Ainda: Resultados e Regulamento da Copa
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FOTOS: JC e Adriano de Sousa Anão

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Cagece aumenta taxa em Fortaleza e interior do Ceará

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará [Cagece] divulgou um informe que confirma reajuste tarifário para Fortaleza e municípios do interior do estado, onde a empresa possui concessão de operação.

A ação entra em vigor 30 dias após publicação em jornal de grande circulação no estado. Somente em maio a tarifa será cobrada plenamente. Até lá, o repasse será proporcional.

O reajuste foi autorizado pela Autarquia de Regulação, Fiscalização e Controle dos Serviços Públicos de Saneamento Ambiental [Acfor] e Agência de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará [Arce].

Com a nova política tarifária, a Cagece espera poder diminuir a defasagem entre os valores da arrecadação e os custos operacionais da Companhia. “Como a Cagece está há mais de um ano sem reajuste, o custo da operação teve um acréscimo, resultando numa tarifa inviável, principalmente diante da necessidade crescente de investimentos”, afirmou João Rodrigues Neto, gerente de mercado e concessões.

NÚMEROS - De acordo com a Companhia, a tarifa praticada atualmente é a segunda menor do Brasil, perdendo apenas para o estado do Maranhão, de acordo com dados do Ministério das Cidades, por meio do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento [Snis 2009].

Foi autorizada uma revisão de tarifa média de R$ 2,19, representando um aumento médio ponderado de 12,91%. O percentual foi calculado de forma a repor as perdas com o aumento no preço dos insumos no período de 12 meses [jan a dez 2010].

Mesmo com o aumento, o cliente da Cagece continua pagando pelo serviço de esgoto o correspondente a 80% do volume faturado de água. Esta é uma conquista implantada na revisão tarifária anterior, em dezembro de 2010.

A nova estrutura tarifária da Cagece também continua beneficiando a categoria residencial social que permanece pagando pelo consumo real, sem tarifa mínima, com distribuição uniforme do subsídio para um consumo até 10 m3. Para a categoria, os valores pagos poderão variar de R$ 0,69 a R$ 6,90.

A categoria instituições filantrópicas também tem uma tarifa diferenciada, como forma de apoio. Enquadram-se nesta categoria instituições de caráter social, beneficente ou filantrópico mantidas por doações, sem fonte de renda própria.

Os pequenos comércios também são beneficiados com a estrutura tarifária, sendo classificados como “comercial popular”. Para eles, a demanda mínima é reduzida, saindo de 10m3 para 7 m3. Desta forma, a Companhia contribui para a sustentabilidade dos pequenos negócios.

Os reajustes por categoria foram, em média, de:


Categoria

Reajuste

Residencial (demanda mínima de 10 m3)

13,66%

Comercial (demanda mínima de 10 m3)

11,06%

Industrial (demanda mínima de 15 m3)

13,08%

Pública (demanda mínima de 15 m3)

10,65%


A categoria residencial social teve reajuste de 6,15%.


TARIFAS INDEPENDENTES - A partir deste ano, os clientes da Cagece também pagarão tarifas diferenciadas para água e esgoto. A Companhia levou em consideração os custos específicos de operação para cada um dos serviços [água e esgoto] e passa agora a adotar modelos diferentes para a cobrança.

A Categoria residencial popular e residencial social, que representam atualmente 73,41% dos clientes, continuam pagando o mesmo valor por metro cúbico de água e de esgoto. As demais categorias terão tarifas diferenciadas para água e esgoto.
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Fonte: http://www.icoenoticia.com/2012/04/cagece-realiza-aumento-em-fortaleza-e.html
* Com informações da Cagece

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sábado, 7 de abril de 2012

Diálogo Epistolar entre José de Alencar e Machado de Assis

Carta de José de Alencar

Tijuca [Rio de Janeiro], 18 de fevereiro de 1868.

Ilmo Sr. Machado de Assis.
— Recebi ontem a visita de um poeta. — O Rio de Janeiro não o conhece ainda; muito breve o há de conhecer o Brasil. Bem entendido, falo do Brasil que sente; do coração e não do resto. — O Sr. Castro Alves é hóspede desta grande cidade, alguns dias apenas. Vai a S. Paulo concluir o curso que encetou em Olinda. — Nasceu na Bahia, a pátria de tão belos talentos; a Atenas brasileira que não cansa de produzir estadistas, oradores, poetas e guerreiros. — Podia acrescentar que é filho de um médico ilustre. Mas para quê? A genealogia dos poetas começa com o seu primeiro poema. E que pergaminhos valem estes selados por Deus? — O Sr. Castro Alves trouxe-me uma carta do Dr. Fernandes da Cunha, um dos pontífices da tribuna brasileira. Digo pontífice, porque nos caracteres dessa têmpera o talento é uma religião, a palavra um sacerdócio. — Que júbilo para mim! Receber Cícero que vinha apresentar Horácio, a eloqüência conduzindo pela mão a poesia, uma glória esplêndida mostrando no horizonte da pátria a irradiação de uma límpida aurora! — Mas também quanto, nesse instante, deplorei minha pobreza, que não permitia dar a tão caros hóspedes régio agasalho.

Carecia de ser Hugo ou Lamartine, os poetas-oradores, para preparar esse banquete da inteligência. — Se, ao menos, tivesse nesse momento junto de mim a plêiade rica de jovens escritores, à qual pertencem o senhor, o Dr. Pinheiro Guimarães, Bocaiúva, Múzio, Joaquim Serra, Varela, Rozendo Moniz, e tantos outros!… — Entre estes, por que não lembrarei o nome de Leonel de Alencar, a quem o destino fez ave de arribação na terra natal? Em literatura não há suspeições: todos nós, que nascemos em seu regaço, não somos da mesma família? — Mas a todos o vento da contrariedade os tem desfolhado por aí, como flores de uma breve primavera. Um fez da pena espada para defender a pátria. Alguns têm as asas crestadas pela indiferença; outros, como douradas borboletas, presas da teia d’aranha, se debatem contra a realidade de uma profissão que lhes tolhe os vôos. — Felizmente estava eu na Tijuca.

O senhor conhece esta montanha encantadora. A natureza a colocou a duas léguas da Corte, como um ninho para as almas cansadas de pousar no chão. — Aqui tudo é puro e são. O corpo banha-se em águas cristalinas, como o espírito na limpidez deste céu azul. — Respira-se à larga, não somente os ares finos que vigoram o sopro da vida, porém aquele hálito celeste do Criador, que bafejou o mundo recém-nascido. Só nos ermos em que não caíram ainda as fezes da civilização, a terra conserva essa divindade do berço. — Elevando-se a estas eminências, o homem aproxima-se de Deus. A Tijuca é um escabelo entre o pântano e a nuvem, entre a terra e o céu. O coração que sobe por este genuflexório, para se prostrar ao pés do Onipotente, conta três degraus; em cada um deles, uma contrição. — No alto da Boa Vista, quando se descortina longe, serpejando pela várzea, a grande cidade réptil, onde as paixões pululam, a alma que se havia atrofiado no foco do materialismo, sente-se homem.

Embaixo era uma ambição; em cima contemplação. — Transposto esse primeiro estádio, além, para as bandas da Gávea, há um lugar que chamam Vista Chinesa. Este nome lembra-lhe naturalmente um sonho oriental, pintado em papel de arroz. É uma tela sublime, uma decoração magnífica deste inimitável cenário fluminense. Dir-se-ia que Deus entregou a algum de seus arcanjos o pincel de Apeles, e mandou-lhe encher aquele pano de horizonte. Então o homem sente-se religioso. — Finalmente, chega-se ao Pico da Tijuca, o ponto culminante da serra, que fica do lado oposto. Daí os olhos deslumbrados vêem a terra como uma vasta ilha a submergir-se entre dois oceanos, o oceano do mar e o oceano do éter. Parece que estes dois infinitos, o abismo e o céu, abrem-se para absorver um ao outro. E no meio dessas imensidades, um átomo, mas um átomo-rei, de tanta magnitude. Aí o ímpio é cristão e adora o Deus verdadeiro. — Quando a alma desce destas alturas e volve ao pá da civilização, leva consigo uns pensamentos sublimes, que do mais baixo remontam à sua nascença, pela mesma lei que faz subir ao nível primitivo a água derivada do topo da terra. — Nestas paragens não podia meu hóspede sofrer jejum de poesia. Recebi-o dignamente.

Disse à natureza que pusesse a mesa, e enchesse as ânforas das cascatas de linfa mais deliciosa que o falerno do velho Horácio. — A Tijuca esmerou-se na hospitalidade. Ela sabia que o jovem escritor vinha do Norte, onde a natureza tropical se espaneja em lagos de luz diáfana, e, orvalhada de esplendores, abandona-se lasciva como uma odalisca às carícias do poeta. — Então a natureza fluminense, que também, quando quer, tem daquelas impudências celestes, fez-se casta e vendou-se com as alvas roupagens de nuvens. A chuva a borrifou de aljôfares; as névoas resvalavam pelas encostas como as fímbrias da branca túnica roçagante de uma virgem cristã. — Foi assim, a sorrir entre os nítidos véus, com um recato de donzela, que a Tijuca recebeu nosso poeta. — O Sr. Castro Alves lembrava-se, como o senhor e alguns poucos amigos, de uma antigüidade de minha vida; que eu outrora escrevera para o teatro. Avaliando sobre medida minha experiência neste ramo difícil da literatura, desejou ler-me um drama, primícia de seu talento. — Essa produção já passou pelas provas públicas em cena competente para julgá-la. A Bahia aplaudiu com júbilos de mãe a ascensão da nova estrela de seu firmamento. Depois de tão brilhante manifestação, duvidar de si, não é modéstia unicamente, é respeito à santidade de sua missão de poeta. — Gonzaga é o título do drama que lemos em breves horas.

O assunto, colhido na tentativa revolucionária de Minas, grande manancial de poesia histórica ainda tão pouco explorado, foi enriquecido pelo autor com episódios de vivo interesse. O Sr. Castro Alves é um discípulo de Vítor Hugo, na arquitetura do drama, como no colorido da idéia. O poema pertence à mesma escola do ideal; o estilo tem os mesmos toques brilhantes. — Imitar Vítor Hugo só é dado às inteligências de primor. O Ticiano da literatura possui uma palheta que em mão de colorista medíocre mal produz borrões. Os moldes ousados de sua frase são como os de Benvenuto Cellini; se o metal não for de superior afinação, em vez de estátuas saem pastichos. — Não obstante, sob essa imitação de um modelo sublime desponta no drama a inspiração original, que mais tarde há de formar a individualidade literária do autor. Palpita em sua obra o poderoso sentimento da nacionalidade, essa alma da pátria, que faz os grandes poetas, como os grandes cidadãos. — Não se admire de assimilar eu o cidadão e o poeta, duas entidades que no espírito de muitos andam inteiramente desencontradas.

O cidadão é o poeta do direito e da justiça; o poeta é o cidadão do belo e da arte. — Há no drama Gonzaga exuberância de poesia. Mas deste defeito a culpa não foi do escritor; foi da idade. Que poeta aos vinte anos não tem essa prodigalidade soberba de sua imaginação, que se derrama sobre a natureza e a inunda? — A mocidade é uma sublime impaciência. Diante dela a vida se dilata, e parece-lhe que não tem para vivê-la mais que um instante. Põe os lábios na taça da vida, cheia a transbordar de amor, de poesia, de glória, e quisera estancá-la de um sorvo. — A sobriedade vem com os anos; é virtude do talento viril. Mais entrado na vida, o homem aprende a poupar sua alma. Um dia, quando o Sr. Castro Alves reler o Gonzaga, estou convencido que ele há de achar um drama esboçado, em cada personagem desse drama. Olhos severos talvez enxerguem na obra pequenos senões. — Maria, achando em si forças para enganar o governador em um transe de suprema angústia, parecerá a alguns menos amante, menos mulher, do que devera. A ação, dirigida uma ou outra vez pelo acidente material, antes do que pela revolução íntima do coração, não terá na opinião dos realistas, a naturalidade moderna. — Mas são esses defeitos da obra, ou do espírito em que ela se reflete? Muitas vezes já não surpreendeu seu pensamento a fazer a crítica de uma flor, de uma estrela, de uma aurora? Se o deixasse, creia que ele se lançaria a corrigir o trabalho do supremo artista.

Não somos homens debalde: Deus nos deu uma alma, uma individualidade. — Depois da leitura do seu drama, o Sr. Castro Alves recitou-me algumas poesias. “A Cascata de Paulo Afonso”, “As Duas Ilhas” e “A Visão dos Mortos” não cedem às excelências da língua portuguesa neste gênero. Ouça-as o senhor, que sabe o segredo desse metro natural, dessa rima suave e opulenta. — Nesta capital da Civilização brasileira, que o é também de nossa indiferença, pouco apreço tem o verdadeiro mérito quando se apresenta modestamente. Contudo, deixar que passasse por aqui ignorado e despercebido o jovem poeta baiano, fora mais que uma descortesia. Não lhe parece? — Já um poeta o saudou pela imprensa; porém, não basta a saudação; é preciso abrir-lhe o teatro, o jornalismo, a sociedade, para que a flor desse talento cheio de seiva se expanda nas auras da publicidade. — Lembrei-me do senhor. Em nenhum concorrem os mesmos títulos. Para apresentar ao público fluminense o poeta baiano, é necessário não só ter foro de cidade na imprensa da Corte, como haver nascido neste belo vale do Guanabara, que ainda espera um cantor. — Seu melhor título, porém, é outro. O senhor foi o único de nossos modernos escritores, que se dedicou sinceramente à cultura dessa difícil ciência que se chama crítica.

Uma porção de talento que recebeu da natureza, em vez de aproveitá-lo em criações próprias, teve a abnegação de aplicá-lo a formar o gosto e desenvolver a literatura pátria. — Do senhor, pois, do primeiro crítico brasileiro, confio a brilhante vocação literária, que se revelou com tanto vigor. — Seja o Virgílio do jovem Dante, conduza-o pelos ínvios caminhos por onde se vai à decepção, à indiferença e finalmente à glória, que são os três círculos máximos da divina comédia do talento.

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Resposta de Machado de Assis

Rio de Janeiro, 29 de fevereiro de 1868.

Exmo. Sr.
— É boa e grande fortuna conhecer um poeta; melhor e maior fortuna é recebê-lo das mãos de V. Exa, com uma carta que vale um diploma, com uma recomendação que é uma sagração. A musa do Sr. Castro Alves não podia ter mais feliz intróito na vida literária. Abre os olhos em pleno Capitólio. Os seus primeiros cantos obtêm o aplauso de um mestre. — Mas se isto me entusiasma, outra coisa há que me comove e confunde, é a extrema confiança, que é ao mesmo tempo um motivo de orgulho para mim.

De orgulho, repito, e tão inútil fera dissimular esta impressão, quão arrojado seria ver nas palavras de V. Exa. mais do que uma animação generosa. — A tarefa da crítica precisa destes parabéns; é tão árdua de praticar, já pelos estudos que exige, já pelas lutas que impõe, que a palavra eloqüente de um chefe é muitas vezes necessária para reavivar as forças exaustas e reerguer o ânimo abatido. — Confesso francamente, que, encetando os meus ensaios de crítica, fui movido pela idéia de contribuir com alguma coisa para a reforma do gosto que se ia perdendo, e efetivamente se perde. Meus limitadíssimos esforços não podiam impedir o tremendo desastre. Como impedi-lo, se, por influência irresistível, o mal vinha de fora, e se impunha ao espírito literário do país, ainda mal formado e quase sem consciência de si? Era difícil plantar as leis do gosto, onde se havia estabelecido uma sombra de literatura, sem alento nem ideal, falseada e frívola, mal imitada e mal copiada. Nem os esforços dos que, como V. Exa, sabem exprimir sentimentos e idéias na língua que nos legaram os mestres clássicos, nem esses puderam opor um dique à torrente invasora. Se a sabedoria popular não mente, a universalidade da doença podia dar-nos alguma consolação quando não se antolha remédio ao mal. — Se a magnitude da tarefa era de assombrar espíritos mais robustos, outro risco havia: e a este já não era a inteligência que se expunha, era o caráter.

Compreende V. Ex.a que, onde a crítica não é instituição formada e assentada, a análise literária tem de lutar contra esse entranhado amor paternal que faz dos nossos filhos as mais belas crianças do mundo. Não raro se originam ódios onde era natural travarem-se afetos. Desfiguram-se os intentos da crítica, atribui-se à inveja o que vem da imparcialidade: chama-se antipatia o que é consciência. Fosse esse, porém, o único obstáculo, estou convencido que ele não pesaria no ânimo de quem põe acima do interesse pessoal o interesse perpétuo da sociedade, porque a boa fama das musas o é também. — Cansados de ouvir chamar bela à poesia, os novos atenienses resolveram bani-la da república. — O elemento poético é hoje um tropeço ao sucesso de uma obra. Aposentaram a imaginação. As musas, que já estavam apeadas dos templos, foram também apeadas dos livros. A poesia dos sentidos veio sentar-se no santuário e assim generalizou-se uma crise funesta às letras.

Que enorme Alfeu não seria preciso desviar do seu curso para limpar este presepe de Augias? — Eu bem sei que no Brasil, como fora dele, severos espíritos protestam com o trabalho e a lição contra esse estado de coisas: tal é, porém, a feição geral da situação, ao começar a tarde do século. Mas sempre há de triunfar a vida inteligente. Basta que se trabalhe sem trégua. Pela minha parte, estava e está acima das minhas posses semelhante papel, contudo. entendia e entendo — adotando a bela definição do poeta que V. Exa dá em sua carta — que há para o cidadão da arte e do belo deveres imprescritíveis, e que, quando uma tendência do espírito o impele para certa ordem de atividade, é sua obrigação prestar esse serviço às letras. — Em todo o caso não tive imitadores. Tive um antecessor ilustre, apto para este árduo mister, erudito e profundo, que teria prosseguido no caminho das suas estréias, se a imaginação possante e vivaz não lhe estivesse exigindo as criações que depois nos deu. Será preciso acrescentar que aludo a V. Ex.a? — Escolhendo-me para Virgílio do jovem Dante que nos vem da pátria de Moema, impõe-me um dever, cuja responsabilidade seria grande se a própria carta de V. Exa não houvesse aberto ao neófito as portas da mais vasta publicidade. A análise pode agora esmerilhar nos escritos do poeta belezas e descuidos.

O principal trabalho está feito. — Procurei o poeta cujo nome havia sido ligado ao meu, e, com a natural ansiedade que nos produz a notícia de um talento robusto, pedi-lhe que me lesse o seu drama e os seus versos. — Não tive, como V. Exa, a fortuna de os ouvir diante de um magnífico panorama. Não se rasgavam horizontes diante de mim: não tinha os pés nessa formosa Tijuca, que V. Exa chama um escabelo entre a nuvem e o pântano. Eu estava no pântano, em torno de nós agitava-se a vida tumultuosa da cidade. Não era o ruído das paixões nem dos interesses; os interesses e as paixões tinham passado a vara à loucura: estávamos no carnaval. — No meio desse tumulto abrimos um oásis de solidão. — Ouvi o Gonzaga e algumas poesias. — V. Exa já sabe o que é o drama e o que são os versos, já os apreciou consigo, já resumiu a sua opinião. Esta carta, destinada a ser lida pelo público, conterá as impressões que recebi com a leitura dos escritos do poeta. — Não podiam ser melhores as impressões. Achei uma vocação literária, cheia de vida e robustez, deixando antever nas magnificências do presente as promessas do futuro. Achei um poeta original. O mal da nossa poesia contemporânea é ser copista — no dizer, nas idéias e nas imagens. Copiá-las é anular-se. A musa do Sr. Castro Alves tem feição própria. Se se adivinha que a sua escola é a de Vítor Hugo, não é porque o copie servilmente, mas porque uma índole irmã levou-o a preferir o poeta das Orientais ao poeta das Meditações. Não lhe aprazem certamente as tintas brancas e desmaiadas da elegia; quer antes as cores vivas e os traços vigorosos da ode. — Como o poeta que tomou por mestre, o Sr. Castro Alves canta simultaneamente o que é grande e o que é delicado, mas com igual inspiração e método idêntico a pompa das figuras, a sonoridade do vocábulo, uma forma esculpida com arte, sentindo-se por baixo desses lavores o estro, a espontaneidade, o ímpeto. Não é raro andarem separadas estas duas qualidades da poesia: a forma e o estro.

Os verdadeiros poetas são os que as têm ambas. Vê-se que o Sr. Castro Alves as possui; veste as suas idéias com roupas finas e trabalhadas. O receio de cair em um defeito, não o levará a cair no defeito contrário? Não me parece que lhe haja acontecido isso; mas indico-lhe o mal, para que fuja dele. É possível que uma segunda leitura dos seus versos me mostrasse alguns senões fáceis de remediar; confesso que os não percebi no meio de tantas belezas. — O drama, esse li-o atentamente; depois de ouvi-lo, li-o, e reli-o, e não sei bem se era a necessidade de o apreciar, se o encanto da obra, que me demorava os olhos em cada página do volume. — O poeta explica o dramaturgo. Reaparecem no drama as qualidades do verso; as metáforas enchem o período; sente-se de quando em quando o arrojo da ode. Sófocles pede as asas a Píndaro. Parece ao poeta que o tablado é pequeno; rompe o céu de lona e arroja-se ao espaço livre e azul. — Esta exuberância que V. Exa com justa razão atribui à idade, concordo que o poeta há de reprimi-la com os anos. Então conseguirá separar completamente a língua lírica da língua dramática; e do muito que devemos esperar temos prova e fiança no que nos dá hoje. — Estreando no teatro com um assunto histórico, e assunto de uma revolução infeliz, o Sr. Castro Alves consultou a índole do seu gênio poético. Precisava de figuras que o tempo houvesse consagrado; as da Inconfidência tinham além disso a auréola do martírio.

Que melhor assunto para excitar a piedade? A tentativa abortada de uma revolução, que tinha por fim consagrar a nossa independência, merece do Brasil de hoje aquela veneração que as raças livres devem aos seus Espártacos. O insucesso fê-los criminosos; a vitória tê-los-ia feito Washingtons. Condenou-os a justiça legal; reabilita-os a justiça histórica. — Condensar estas idéias em uma obra dramática, transportar para a cena a tragédia política dos Inconfidentes, tal foi o objeto do Sr. Castro Alves, e não se pode esquecer que, se o intuito era nobre, o cometimento era grave. O talento do poeta superou a dificuldade; com uma sagacidade que eu admiro em tão verdes anos, tratou a história e a arte por modo que, nem aquela o pode acusar de infiel, nem esta de copista. Os que, como V. Exa, conhecem esta aliança, hão de avaliar esse primeiro merecimento do drama do Sr. Castro Alves. — A escolha de Gonzaga para protagonista foi certamente inspirada ao poeta pela circunstância dos seus legendários amores, de que é história aquela famosa Marília de Dirceu. Mas não creio que fosse só essa circunstância. Do processo resulta que o cantor de Marília era tido por chefe da conspiração, em atenção aos seus talentos e letras. A prudência com que se houve desviou da sua cabeça a pena capital. Tiradentes, esse era o agitador; serviu à conspiração com uma atividade rara; era mais um conspirador do dia que da noite. A justiça o escolheu para a forca. Por tudo isso ficou o seu nome ligado ao da tentativa de Minas. — Os amores de Gonzaga traziam naturalmente ao teatro o elemento feminino, e de um lance, casavam-se em cena a tradição política e a tradição poética, o coração do homem e a alma do cidadão. A circunstância foi bem aproveitada pelo autor; o protagonista atravessa o drama sem desmentir a sua dupla qualidade de amante e de patriota; casa no mesmo ideal os seus dois sentimentos.

Quando Maria lhe propõe a fuga, no terceiro ato, o poeta não hesita em repelir esse recurso, apesar de ser iminente a sua perda. Já então a revolução expira; para as ambições, se ele as houvesse, a esperança era nenhuma; mas ainda era tempo de cumprir o dever. Gonzaga preferiu seguir a lição do velho Horácio corneiliano: entre o coração e o dever a alternativa é dolorosa. Gonzaga satisfaz o dever e consola o coração. Nem a pátria nem a amante podem lançar-lhe nada em rosto. — O Sr. Castro Alves houve-se com a mesma arte em relação aos outros conjurados. Para avaliar um drama histórico, não se pode deixar de recorrer à história; suprimir esta condição é expor-se a crítica a não entender o poeta. — Quem vê o Tiradentes do drama não reconhece logo aquele conjurado impaciente e ativo, nobremente estouvado, que tudo arrisca e empreende, que confia mais que todos no sucesso da causa, e paga enfim as demasias do seu caráter com a morte na forca e a profanação do cadáver? E Cláudio, o doce poeta, não o vemos todo ali, galhofeiro e generoso, fazendo da conspiração uma festa e da liberdade uma dama, gamenho no perigo, caminhando para a morte com o riso nos lábios, como aqueles emigrados do Terror? Não lhe rola já na cabeça a idéia do suicídio, que praticou mais tarde, quando a expectativa do patíbulo lhe despertou a fibra de Catão, casando-se com a morte, já que se não podia casar com a liberdade? Não é aquele o denunciante Silvério, aquele o Alvarenga, aquele o padre Carlos? Em tudo isso é de louvar a consciência literária do autor. A história nas suas mãos não foi um pretexto; não quis profanar as figuras do passado, dando-lhes feições caprichosas. Apenas empregou aquela exageração artística, necessária ao teatro, onde os caracteres precisam de relevo, onde é mister concentrar em pequeno espaço todos os traços de uma individualidade, todos os caracteres essenciais de uma época ou de um acontecimento. — Concordo que a ação parece às vezes desenvolver-se pelo acidente material. Mas esses raríssimos casos são compensados pela influência do princípio contrário em toda a peça. — O vigor dos caracteres pedia o vigor da ação, ela é vigorosa e interessante em todo o livro; patética no último ato.

Os derradeiros adeuses de Gonzaga e Maria excitam naturalmente a piedade, e uns belos versos fecham este drama, que pode conter as incertezas de um talento juvenil, mas que é com certeza uma invejável estréia. — Nesta rápida exposição das minhas impressões, vê V. Exa que alguma coisa me escapou. Eu não podia, por exemplo, deixar de mencionar aqui à figura do preto Luís. Em uma conspiração para a liberdade, era justo aventar a idéia da abolição. Luís representa o elemento escravo Contudo o Sr. Castro Alves não lhe deu exclusivamente a paixão da liberdade. Achou mais dramático pôr naquele coração os desesperos do amor paterno. Quis tornar mais odiosa a situação do escravo pela luta entre a natureza e o fato social, entre a lei e o coração. Luís espera da revolução, antes da liberdade a restituição da filha; é a primeira afirmação da personalidade humana; o cidadão virá depois. Por isso, quando no terceiro ato Luís encontra a filha já cadáver, e prorrompe em exclamações e soluços, o coração chora com ele, e a memória, se a memória pode dominar tais comoções, nos traz aos olhos a bela cena do rei Lear, carregando nos braços Cordélia morta. Quem os compara não vê nem o rei nem o escravo: vê o homem. — Cumpre mencionar outras situações igualmente belas. Entra nesse número a cena da prisão dos conjurados no terceiro ato. As cenas entre Maria e o governador também são dignas de menção, posto que prevalece no espírito o reparo a que V. Exa aludiu na sua carta. O coração exigira menos valor e astúcia da parte de Maria; mas, não é verdade que o amor vence as repugnâncias para vencer os obstáculos? Em todo o caso uma ligeira sombra não empana o fulgor da figura. — As cenas amorosas são escritas com paixão: as palavras saem naturalmente de uma alma para outra, prorrompem de um para outro coração. E que contraste melancólico não é aquele idílio às portas do desterro, quando já a justiça está prestes a vir separar os dois amantes! — Dir-se-á que eu só recomendo belezas e não encontro senões? Já apontei os que cuidei ver. Acho mais — duas ou três imagens que me não parecem felizes: e uma ou outra locução suscetível de emenda. Mas que é isto no meio das louçanias da forma?

Que as demasias do estilo, a exuberância das metáforas, o excesso das figuras devem obter a atenção do autor, é coisa tão segura que eu me limito a mencioná-las: mas como não aceitar agradecido esta prodigalidade de hoje, que pode ser a sábia economia de amanhã? — Resta-me dizer que, pintando nos seus personagens a exaltação patriótica, o poeta não foi só à lição do fato, misturou talvez com essa exaltação um pouco do seu próprio sentir. É a homenagem do poeta ao cidadão. Mas, consorciando os sentimentos pessoais aos dos seus personagens, é inútil distinguir o caráter diverso dos tempos e das situações. Os sucessos que em 1822 nos deram uma pátria e uma dinastia, apagaram antipatias históricas que a arte deve reproduzir quando evoca o passado. — Tais foram as impressões que me deixou este drama viril, estudado e meditado, escrito com calor e com alma. A mão é inexperiente, mas a sagacidade do autor supre a inexperiência. Estudou e estuda; é um penhor que nos dá. Quando voltar aos arquivos históricos ou revolver as paixões contemporâneas, estou certo que o fará com a mão na consciência. Está moço, tem um belo futuro diante de si. Venha desde já alistar-se nas fileiras dos que devem trabalhar para restaurar o império das musas. — O fim é nobre, a necessidade é evidente.

Mas o sucesso coroará a obra? É um ponto de interrogação que há de ter surgido no espírito de V. Exa. Contra estes intuitos, tão santos quanto indispensáveis, eu sei que há um obstáculo, e V. Exa. o sabe também: é a conspiração da indiferença. Mas a perseverança não pode vencê-la? Devemos esperar que sim. — Quanto a V. Exa, respirando nos degraus da nossa Tijuca o hausto puro e vivificante da natureza, vai meditando, sem dúvida, em outras obras-primas com que nos há de vir surpreender cá embaixo. Deve faze-lo sem temor. Contra a conspiração da indiferença, tem V. Exa um aliado invencível: é a conspiração da posteridade.

Fontes
Correio Mercantil, Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 1868
Correio Mercantil, Rio de Janeiro, 1 de março de 1868
Jornal de Poesia In
http://www.secrel.com.br/JPOESIA/

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